EDUCAÇÃO: QUAL O PAPEL DA FAMÍLIA?
Atualmente a escola está assumindo um papel que é da família, o de educar, e o texto da Pedagoga Jussara de Barros, retirado do site
http://brasilescola.uol.com.br/psicologia, fala sobre essa importante tarefa da família.
Leia e reflita.
EDUCAÇÃO
COMEÇA EM CASA
A convivência familiar é a
maior oportunidade para a criança apreender uma formação baseada nos princípios
morais e nas virtudes.
Quando a família
tem bons princípios de educação, usando em seu cotidiano formas educada de
lidar uns com os outros, falando num tom de voz tranquilo e baixo, usando as
palavras que traduzem educação e delicadeza, como dar bom-dia e boa-noite,
pedir por favor, agradecer com um muito
obrigada, pedindo licença, dentre várias outras, a criança absorve esses
conceitos e os leva por toda a vida.
Porém, o que
vemos são famílias que deseducam, achando que os meninos não podem aprender
boas maneiras, pois isso comprometerá a sua masculinidade.
Quem não gosta
de um homem fino, bem-educado, que abre a porta do carro para sua namorada ou
esposa, que tem a delicadeza de presentear-lhe com rosas, puxar a cadeira para
ela se sentar? O famoso “gentleman”, tão raro hoje em dia, que na sua
masculinidade consegue permanecer com conceitos que não o comprometem nesse
sentido, tornando-o o homem mais desejado. Mas para que isso aconteça, é
necessário que a criança tenha aprendido a conviver com esses exemplos e
conceitos desde muito pequena.
Em algumas
famílias é normal que se usem palavrões como forma de se tratar, pais chamam
filhos de burro, porco, mas é bom lembrá-los que filho de porco só pode ser
porquinho, que filho de burro também é burrinho e que não somos animais para
recebermos tratamento como se o fôssemos, de forma grosseira e pejorativa.
Outra coisa que
compromete muito a educação da criança é quando ela não recebe informações
adequadas de higiene, como limpar o nariz no banheiro, assuando o mesmo e
lavando as mãos com água e sabão, e não tirando as secreções por todos os
cantos da casa ou mesmo na rua, na frente de outras pessoas.
Comum também é
ver a família rindo, se divertindo quando a criança está com flatos, soltando
seus gases em qualquer lugar, na frente de qualquer um. É claro que a criança
muito pequena demora certo tempo para conseguir controlá-los, mas por volta dos
dois anos, quando já consegue fazer o controle dos esfíncteres, esse domínio
pode ser aprendido também, se esse for o exemplo dado pela família. No caso dos
arrotos, o bebê deve praticá-lo sim, para não ter perigo de engasgar com os
refluxos, mas, aos poucos, à medida que cresce, deve deixar o hábito também.
Quanto à alimentação, desde pequenas as crianças conseguem
absorver os conceitos de boa etiqueta e, mesmo dentro de suas limitações
ligadas ao desenvolvimento da coordenação motora, são capazes de mostrar
algumas aprendizagens nesse sentido, como segurar a colher e levar sozinha o
alimento à boca, aprendem a cortar corretamente os alimentos e, aos poucos,
isso vai fazendo parte de sua rotina, tornando-se bem fácil.
É bom lembrar
que aquilo que se aprende na infância fica por toda a vida e o que não se
aprende quando pequeno fica muito mais difícil de ser aprendido depois. Um erro
comum dos pais é permitir que crianças façam tudo o que querem e, quando vão
crescendo, chegando por volta dos sete/oito anos, estes iniciam uma cobrança
repentina, chegando a bater nos filhos para corrigi-los. Se tivessem ensinado
boas maneiras desde bem pequeninos isso não aconteceria, não precisariam chegar
a tal extremo.
Então, eduquem
seus filhos ensinando-lhes as regras básicas de educação, de boas maneiras e de
boa convivência, pois a vida exige esses conceitos e quem não os tem encontra
maiores dificuldades no meio social.
Por Jussara de Barros
Graduada
em Pedagogia
Equipe
Brasil Escola